Conseleite explica metodologia e porque preços projetados podem não refletir valor pago ao produtor

Desde a sua constituição, o Conseleite divulga o valor de referência projetado para o leite que está sendo entregue no mês corrente, atendendo a uma antiga reivindicação dos produtores rurais para que as indústrias lhes dessem uma sinalização de preços futuros, para melhor administrar seus processos produtivos. Este fato foi muito importante na busca de uma relação “ganha-ganha” entre produtores de leite e indústrias de laticínios e, indispensável para a realização de investimentos duradouros no setor lácteo, a fim de garantir seu crescimento sustentável.

No Conseleite, o valor de referência projetado é calculado com base na efetiva comercialização dos derivados, durante as duas primeiras semanas do mês em curso. Isto sempre implica que o valor de referência final será maior que o valor de referência projetado, quando o mercado de derivados está em alta e, o inverso, quando o mercado está em baixa. No atual momento, o mercado lácteo está em baixa e certamente, na livre negociação da matéria-prima leite, os produtores rurais recebam oferta de preços mais baixos para a sua produção, em relação ao pagamento anterior. O inverso, vale lembrar, já ocorreu em períodos anteriores.

Neste sentido, o Conseleite alerta para as rápidas e inesperadas mudanças nos mercados dos derivados lácteos nesses tempos de pandemia do Covid-19. As incertezas sobre os rumos futuros desses mercados são muito grandes, e os principais derivados lácteos produzidos e comercializados pelas empresas participantes tem apresentado comportamentos diferentes, levando a diferentes capacidades de pagamento para com a matéria-prima leite aos produtores rurais. Neste momento, o subsetor mais prejudicado tem sido o de queijos, especialmente o muçarela em peças que normalmente são direcionadas para restaurantes, pizzarias, lanchonetes, entre outros, e que estão quase totalmente paralisados, e gradativamente os outros produtos do mix começam a sentir retração.

Assim, os resultados da projeção para o leite entregue no mês de abril, podem não se refletir nos preços efetivamente pagos aos produtores uma vez que, após um período de alta nos preços dos derivados no final de março e início de abril, motivada pelo aumento da demanda pelos consumidores temendo o desabastecimento, o mesmo se reverteu nas últimas semanas com indicação de baixa para diversos produtos importantes como o leite UHT, queijos, leite SPOT, entre outros.

A queda na demanda por lácteos também tem ampliado os estoques nas indústrias, que hoje tem como grandes desafios o financiamento destes estoques e a garantia na captação do leite “in-natura” produzido no país. Por enquanto não se observou descarte de leite no Brasil, ao contrário de outros países, mas as reduções nas vendas e nos preços exige cautela por parte de toda a cadeia produtiva.

 

Fonte: MilkPoint

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